Como o MBA nos Estados Unidos impulsionou minha carreira tecnológica

Sergio Pereira Neto

Sergio Pereira Neto é formado em Ciências da Computação pela UNESP, em 2010, e trabalhava na indústria de tecnologia, no Brasil, com passagens por IBM, B3 (Bolsa de Valores) e nos últimos anos, Bradesco. Sempre atuou em projetos de tecnologia e desenvolvimento de software, como, por exemplo, modernização de backoffice de grande player do varejo, lançamento de banco digital, e migração de servidores bancários para cloud. Exerceu cargos diversos, desde desenvolvedor de software, consultor de TI, e gerente de projetos/programas. Aos 37 anos de idade, iniciou a Mentoria na Sphera Academy, para buscar sua aprovação em um programa de mestrado MBA em uma das escolas mais renomadas dos Estados Unidos.
Sergio, em qual escola você cursou o MBA nos Estados Unidos? Foi aprovado em outras escolas, também?
"Fiz o MBA em Carnegie Mellon University - Tepper School of Business! Também fui aprovado em outras quatro escolas: Vanderbilt University – Owen; University of North Carolina - Kenan-Flagler; Michigan State University – Broad; Texas Christian University – Neeley. "
Porque escolheu Tepper?
"A escolha por Tepper School of Business se deve ao perfil técnico que se conecta com meu background em computação e desenvolvimento de projetos de software. A CMU (Carnegie Mellon University) tem tradição em tecnologia, computação, e inteligência artificial, e essas características influenciam diretamente a escola de negócios e o MBA. Além disso, a Tepper tem tradição em empregar alunos nas áreas de tecnologia e consultoria, que eram meus objetivos após o MBA."

Curiosidade: A Tepper School of Business (anteriormente conhecida como GSIA) é considerada o berço da "Management Science" (Ciência da Gestão). Enquanto outras escolas focavam em estudos de caso qualitativos, a Tepper foi pioneira, nos anos 50, ao tratar a gestão de negócios como um problema de engenharia, dados e otimização.
Quais foram os principais impactos pessoais e profissionais que o MBA te proporcionou?
"O MBA foi o período em que mais aprendi em tão pouco tempo. Uma formação do MBA full-time não é apenas sobre finanças, contabilidade, estatística, entre outros temas acadêmicos, mas também aprendemos sobre liderança, comunicação, ética, gestão de pessoas e, acima de tudo, nossa comunicação em inglês. É importante destacar que saber inglês para viajar é muito diferente do inglês para trabalhar. No dia a dia existem nuances, expressões que somente vivendo nos EUA por alguns anos, você fica preparado para o mercado de trabalho. E por fim, a aderência à cultura é muito importante. A cultura de trabalho nos EUA é diferente da brasileira, e a maneira de lidar com as pessoas e como as pessoas lidam com a gente é diferente. Os dois anos de MBA te fazem absorver esta cultura e forma de trabalhar. Em resumo, o MBA não é apenas sobre aprender novos conhecimentos acadêmicos, mas também sobre crescimento pessoal, adaptação cultural e resiliência para lidar com tantos aprendizados em diferentes aspectos, tudo ao mesmo tempo."
Qual era o seu maior medo ou dificuldade antes de começar a mentoria?
"Para mim, o ponto principal era ter um guia de estudo do GMAT e suporte para escolha certa das escolas, principalmente pela minha idade acima da média do MBA."
Como a Sphera Academy te ajudou a superar esses desafios?
"O Tiago (mentor da Sphera) trouxe reflexões e provocações sobre os meus objetivos profissionais, analisou meu passado e experiência profissional e me ajudou a mapear as escolas com que eu tinha menos afinidade, para então, focarmos nas escolas onde eu teria mais afinidade e chance de ser aprovado.
E com isso montamos um plano de estudo, de escrita de essays e applications de forma a aumentar as chances de aprovação. Um terceiro aspecto, porém, superimportante, o Tiago ajudou a formular o meu ‘elevator pitch’ para fazer as conexões com pessoas dos admissions das escolas. Essas conexões foram essenciais para a minha aprovação em Tepper."
Qual foi o momento mais marcante da sua jornada de aplicação com a gente?
"A definição das escolas e o momento em que atingi a nota mínima do EA para os applications."
Se você pudesse resumir o impacto da Sphera na sua carreira em uma frase curta, qual seria?
"O processo todo da mentoria levou quase 1 ano, se eu tivesse feito tudo sozinho, teria demorado o triplo do tempo, com chances de sucesso muito menores. A mentoria da Sphera foi definitivamente um game changer!"
Onde você está trabalhando após ter concluído o MBA? Como foi sua evolução profissional, remuneração, etc?
"Trabalho na NVIDIA, fiz o summer internship lá e recebi a full time offer! Trabalho com tecnologia e marketing. Comparado ao Brasil, a remuneração pelo meu trabalho mais que triplicou."
Como foi, durante a mentoria, o seu tempo de estudo e preparação?
"Estudei por 8 meses para o GMAT, por duas semanas para o TOEFL, e me preparei por um mês para escrever as essays e participar das entrevistas. No total, foram 10 meses. Tirei 150 no EA."
Conte um pouco sobre você! Quais são seus hobbies?
"Sempre gostei de kart, onde competi por 5 anos em campeonatos amadores. Pratiquei inúmeros esportes, desde basquete, futebol, boxe, karate e crossfit. Porém, o que importava mesmo era não ficar parado! Gosto de um bom churrasco e adoro conhecer hamburguerias sempre que posso, aqui nos EUA dentre as redes maiores e mais conhecidas, Five Guys e Shake Shack são os meus preferidos."